ano novo
Deixaste que o sol da tarde do último dia te lembrasse das tuas promessas feitas em dias de chuva com maus agoiros. E quiseste essas velhas promessas esquecidas, bem fundo debaixo da terra que tudo transforma. Se o vento e a chuva voltarem, entregas-lhe a porta aberta para te lavar e arejar as quatro paredes cansadas dos cigarros consumidos na penumbra, entre a indiferença do pó velho, acomodando-se. Pensas que amanhã virá rejuvenescer outra palavra, outra promessa da claridade das águas do ano novo a chegar. Recebes janeiro num sorriso, que um salto de cordeiro aguentará o crepúsculo da tarde plantada na tua janela, antes de abraçares o fevereiro tão namoradeiro que é, e desejas. Dois dedos de dia irão aumentar o teu alento, por cada dia. Na confiança de que os ponteiros das doze badaladas tragam a magia de tudo recomeçar, a tua tão esperada mudança: parece que foi há dias que nasceste e julgaste morrer, e de novo no mundo te plantas de esperança. Deste conta da vida que tens vi...